
"O pensamento assemelha sem similitude, tornando-se ele próprio essas coisas cuja similitude entre si exclui a semelhança. A pintura está sem dúvida aí, nesse ponto onde vem se cortar na vertical um pensamento que está sob o modo da semelança e das coisas que estão nas relações de similitude."
"A esse respeito [escreve o próprio Magritte em carta a Foucault], é evidente que uma imagem pintada - que é intangível por sua natureza - não esconde nada, enquanto o visível tangível esconde sistematicamente um outro visível - se cremos em nossa experiência. (...) Não cabe conferir ao invisível mais importância do que ao visível, ou inversamente."
FOUCAULT, Michel. Isto não é um Cachimbo, RJ: Paz e Terra, 1988.
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