segunda-feira, 27 de julho de 2009

E.
-
...aproveito para pedir àqueles que estiverem na frente do abismo que se atirem, e não voltem demasiado ligeiro com a Providência no suvaco. E mesmo que voltem devagar, deixem a salvação por lá. Macabéa já é morta. E Rodrigo é personagem.
----

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A sombra de Sócrates porduz monstros
...
Na foto: a serena e imperturbável felicidade da Razão


segunda-feira, 20 de julho de 2009

"Depois que o primeiro homem
Maravilhosamente pisou na lua
Eu me senti com direitos, com princípios
E dignidade
De me libertar..."


----

sábado, 18 de julho de 2009

Para Ricardo Timm de Souza,

A melancólica ciência, da qual alguns fragmentos ofereço ao meu amigo, refere-se a um domínio que, desde tempos imemoriais se considerou peculiar à filosofia, mas que a partir da transformação desta em método caiu no desrespeito intelectual, na arbitrariedade sentenciosa e, por fim, no esquecimento: doutrina da vida recta."

(Adorno, Minima Moralia, primeira frase).

----

quinta-feira, 16 de julho de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

O-dor
-
Prezado senhor Espartilho, se um jurista lhe disser que falas em termos abstratos e que não há como negar realidade à forma como as coisas já existem, sugiro que não fale, não mova, não responda. Por outro lado, caso seu interlocutor seja um filósofo e lhe diga que o conceito da coisa é já a própria coisa e que isso, para o senhor, é inescapável, proponho que ria. Primeiramente aquele risinho de canto de boca; depois, quando concluída a douta sentença, uma gargalhada seria uma boa oportunidade de degustar essa conversa sem o seu próprio desvanecer. Ora, senhor Espartilho, a morte que ronda a sua porta há algum tempo é a melhor contestação silenciosa para tais delírios que se apresentam em forma de pessoas, de fardas, de togas, de boinas. Se a morte fede? Não sei, talvez não. Mas é uma boa pergunta a não fazer para os seus amigos. Sim, não faça. Eles irão mentir. São muito manhosos. Artimanhosos, de artimanha mesmo. Eles não sabem responder. Jamais poderiam. E enquanto isso lhes escapa, imputam inescapabilidade a suas próprias manias de pensar que as coisas lhes são inescapáveis. Não sentes cheiro de ralo, caro senhor?
----

domingo, 12 de julho de 2009

Baita foto...
A Terra Crescente.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Os oito anos
-
Caro leitor, eu não me coloco em suas mãos, mesmo que o tenha em boa conta. Mesmo que sua atenção me surpreenda e que conheças o texto parafraseado, eu não seria louco de entregar-me aos seus socos e pontapés - não me colocaria em suas mãos e, talvez, tampouco lhe daria as mãos. Mas, sendo o senhor um homem probo e a sua senhora a expressão recalcada de toda essa probidade, nada pode supreender menos do que receber algumas pancadas - em nome de vossa atenção.
Enfim, há uma cena do filme O Menino de Pijama Listrado (2008) em que Bruno é surpreendido com a presença de Shmuel dentro da sua casa. Ambos têm oito anos, mas Shmuel ainda tem alguns socos e pontapés a mais. Afinal, o fato claro para Bruno é que "ninguém se chama Shmuel" e disso pode decorrer que, entranha e estranhamente, Shmuel é assassinável - mas isso só de fundo, no fundo, profundo, bem lá onde estão guardados os lixos tóxicos. Sim, leitor, até um determinado momento Shmuel ainda era um lixo, tendo em vista que lixo não tem nome próprio e que Shmuel já não deve ser nome de alguém - ambos como se não existissem, assassináveis, aniquiláveis, restos, por assim dizer.
Aliás, resto também é aquilo que um estranho animal defeca à direita das delícias terrenas, no trítico de Hieronymus Bosch. Come pessoas e defeca restos. Ou come restos e defeca pessoas, sempre à direita, claro. No inferno.
Bom, Shmuel está no inferno. E isso significa, pesme amigo!, que o inferno existe. Mas como não o tenho em boa conta, receio que o senhor acredite, diante disso, que o paraíso é, portanto, o correspondente lógico, claro. Shmuel está no inferno e ainda assim é assassinável. Paradoxo que fica ainda mais exposto na cena que quero comentar. Então Shmuel está na casa de Bruno, secando copos e ocupando o lugar deixado pelo vazio de uma presença morta de outra pessoa. Conversa com Bruno e, como costuma acontecer, o medo os surpreende - com(o) socos e pontapés que ontem assassinaram, e hoje herdam o vazio: o saldado entra na sala, briga e ofende Shmuel, a-briga e "assassina" Bruno. Diante da surpreendente força avassaladora do medo que irrompe célere, o que resta, claro, são socos e pontapés. Shmuel já tem olho roxo e dente quebrado antes mesmo da cena seguinte confirmá-los. E isso é tão pouco surpreendente que até uma criança de oito anos sabe. A cabeça baixa esconde o que a inimizade de Bruno confirma: que alguém pode ficar apanhando mesmo que outro alguém fique chorando por causa disso. E importa pouco que a surra não seja encenada, senão pelo mascaramento que corrobora a violência.
Há quem, com oito ou oitenta anos, ainda possa imaginar. E para estas pessoas talvez seja menos cruel que a cena seja exposta, pois lá no fundo, ao lado do lixo tóxico, encontram-se todos os horrores do que não pode ser mostrado - irrepresentável, por assim dizer.
----

terça-feira, 7 de julho de 2009

---
As discussões Filosóficas são estéreis.
---

domingo, 5 de julho de 2009

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Bizarro Delírio Planetário
-
Contemporaneamente é ainda possível coadunar as pesquisas criminológicas mais críticas com a existência da polícia? O que significa a existência de força armada para controlar a criminalidade/criminalização? Ainda é possível existir isso? Como podem todos os argumentos críticos não terem sido suficientes para extingir a polícia? Como pode uma instituição fundamentalmente assassina existir se o assassinato é o que há de mais pérfido e condenável? Se todos os criminólogos que se intitulam críticos já deslegitimaram a atuação policial frente a resolução criminal, se a atuação policial significa "bizarro" em termos de "proteção" social e ao mesmo tempo significa "morte" em termos de realidade atuante, como ainda os CIVILIZADOS, DEMOCRÁTICOS, mantidos sob o jugo do ESTADO DE DIREITO, ainda não lutaram para acabar com essa instituição pérfida?
----

quinta-feira, 2 de julho de 2009


A composição acima mostra o Sol e os 5 maiores planetas em uma escala de 3.200 km/pixel.
A Terra é o pequeno ponto entre Júpiter e o Sol.
----