C. considerava-se uma pessoa de respeito, mas lutava constantemente consigo; afinal, não sabia pintar. As expressões mancas do erro resultavam ora em gritos e discussões, ora em quietute e isolamento. Ambos solitariamente extravagantes, extraviados, extremados. De qualquer maneira, a possibilidade de escrita era inviável. A escuta também o era; desafinado, não sabia não saber. Ora, diante de tudo isso pegou a gravata escondida há alguns meses no armário. A cor vermelho-rubi contracenava com o pijama puramente branco. Mas não se mataria antes de ter um filho. A culpa deveria ser indubitável.
Juriká, eu tenho duas dúvidas:
ResponderExcluir1. o que tu acha da possibilidade de vestir uma gravata sem estar engravatado?
2. O filho de C. vai ser mais um "culpado" ou vai se revoltar contra a culpa? No caso dele se revoltar contra a culpa, ele não seria mais "culpado" ainda?
PRATICOU a BLOGAGEM de ALTO NIVEL.
ResponderExcluirGelei.
Deveria figurar na pagina 53 de um hipotetico livro teu de pilulas GALEANescas.
C. tem que deixar de lado a culpa.
ResponderExcluirSe C. não sabe falar, que pelo menos escute.
E, uma vez que escutar, saberá falar. Nem que seja outro idioma.
Se os outros não entenderem esse novo idioma, é problema dos outros. C. fez a sua parte. Eliminou toda culpa e tocou adiante.
C. será capaz de morrer depois de olhar nos olhos de seu filho?
ResponderExcluirC. tem características de homem, que nunca nunca nascem sabendo amamentar até que um dia tem no colo a si mesmos, seu próprio motivo.
C. não poderá fugir de seu motivo (amor). Precisará CUIDAR e PROTEGER esse filho dos que dirão que ele não tem talento para pintar