terça-feira, 19 de maio de 2009

"Na vida corrente, não importa que o dono da loja saiba muitíssimo bem fazer a distinção entre aquilo que cada um pretende ser e aquilo que é realmente; mas a nossa historiografia ainda não chegou a esse simples conhecimento. Em cada época, ela crê, sob palavra, no que a época em questão diz de si mesma e nas relações que ela tem de si mesma.
Este método histórico, (...) é preciso explicá-lo, partindo-se do seu vínculo com a ilusão dos ideólogos, em geral, dos juristas, dos políticos (e até dos homens de Estado, em atividade entre eles), partindo-se das reservas dogmáticas e das idéias estapafurdias desses indivíduos, ilusão que se explica muito simplesmente pela sua posição na vida, seu ofício e a divisão do trabalho".


Karl Marx, A produção da consciência. Em, O. Ianni. "Karl Marx: sociologia".

----

Um comentário:

  1. bala hein... Não sei onde ouvi, e nem quem estava falando. O cara dizia que o que fica para a história é apenas a "obra" de um autor, seus monumentos à eternidade, quando, talvez, fosse muito mais interessante sabermos sobre suas as "pequenas glórias", aquele casinho de quebrar o coração, as angústias que precederam a tese, as sutilizas que motivaram à ferrenha crítica de uma época...

    Posto isso, requer seja este comentário autorizado por exte excelentíssimo censor.

    ResponderExcluir

Deguste e devaneie...