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De corpo inteiro ele sabia: o porão também olhava-o. Impressionava por seu algo, por seus algos. Especificamente, Algo vinha do porão, e destoava, impressionava pela expressão. Talvez o cheiro, talvez a cor, ou, antes, aquilo que o cheiro e a cor manifestam em choque com os olhos muito precisos de Personagem – a coisa que olfativa e visivelmente manifesta-se apenas no choque com esses olhos, os seus olhos.
Por outro lado, o porão mesmo, úmido e multicinza, amedrontava. Sua imagem própria, a imagem de algo tangente à realidade, algo tão real quanto a margem do próprio real, levava aos olhos e aos pêlos de Personagem a sensação de incapacidade frente às coisas que emergiam em imagens cintilantes.
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