Recentemente o Emir Sader questionou os brasileiros acerca da posição política e vital que assumiram perante a ditadura militar iniciada em 1964. Uma instigação que tem reflexos assombrosos face às posições que muitos cidadãos assumem contemporaneamente perante a mesma lógica ditatorial. Colocados de frente para as suas televisões sintonizadas harmonicamente com os seus maniqueísmos mais profundos, eles parecem olhar para os seus próprios umbigos, e é evidentemente desastrosa a vinculação a que os súditos, literalmente, se submetem. No Rio de Janeiro as forças militares avançam morros para dentro, morros há tempos desamparados pelo Estado. Matam e orgulham-se disso. Dizem-se guerreiros e por isso guerreiam. Da parte dos súditos, eles querem sempre se colocar ao lado do bom guerreiro; e há ainda os bobos, os quais, para a crença súdita, são apenas parte do cenário, facilmente intercambiáveis por quaisquer canários – os súditos seriam os verdadeiros bobos, não fossem os bobos marcadamente inteligentes. Aliás, a seleção canarinho engana sempre a todos, principalmente os súditos que, sempre à frente Brasil, salve as torturas e os paus-de-arara, gritavam enaltecidos enquanto gritavam esmaecidos todos os que não se deixam bobear por esse amarelo-nojo, amarelo-bile que é entoado ainda hoje pelos exércitos de guerreiros que assassinam as esperanças de que alguma coisa deixe de ser o que sempre foi. Voltando ao questionamento inicial, onde tu estás, caro leitor, de frente ou de umbigo para os ataques genocidas oferecidos em nome da população brasileira contra os eternos “inimigos” da ordem e da segurança nacional?
Mazá Juriká...
ResponderExcluir"Desculpe seu zagalo
Mexe nesse time que ta muito fraco
Levaram uma flecha , esqueceram o arco
Botaram muito fogo e sopraram o furacão
Que nem saiu do chão"