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Tanto fazem as implicações atuais da teoria freudiana, seus erros e acertos - tudo isso é temporal, isto é, é necessário que esteja errado, ou que venha a estar errado. As críticas que lhe empregam, com acerto, rancor e medo, porém, não atentam justamente para aquilo que ataca, frontal e fundamentalmente, as descobertas de Freud: a desestabilização, o esfacelamento, do próprio discurso que o critica por, ainda, fundar-se na mesma episteme, cujo logos violenta, porque insuportavelmente invade, a realidade. Quero dizer, conceitos são tentativas, não podem fazer brotar realidade do seu solo estéril. Mas há alguns-muitos-algos por trás deles; do solos, é claro.

Concordo com a premissa (e o autismo de certas criticas)!
ResponderExcluirMas me lembre de te passar um texto sobre a NAO-descentralizacao do sujeito moderno, por Freud (ou da "descentralizacao que nao descentralizou tanto assim") quando nos virmos
pois é, o texto de Freud é todo ambivalente: Derrida explora essas contradições de montão, especialmente no "Mal de Arquivo", quando mostra que o mesmo Freud que provoca fissuras irresistíveis acaba sempre se refugiando na posição de scholar positivista.
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