terça-feira, 16 de setembro de 2008

O Enigma Sem Fim do Inconsciente...

(S. Dalí. "O Enigma Sem Fim", 1938)
---
Tanto fazem as implicações atuais da teoria freudiana, seus erros e acertos - tudo isso é temporal, isto é, é necessário que esteja errado, ou que venha a estar errado. As críticas que lhe empregam, com acerto, rancor e medo, porém, não atentam justamente para aquilo que ataca, frontal e fundamentalmente, as descobertas de Freud: a desestabilização, o esfacelamento, do próprio discurso que o critica por, ainda, fundar-se na mesma episteme, cujo logos violenta, porque insuportavelmente invade, a realidade. Quero dizer, conceitos são tentativas, não podem fazer brotar realidade do seu solo estéril. Mas há alguns-muitos-algos por trás deles; do solos, é claro.

2 comentários:

  1. Concordo com a premissa (e o autismo de certas criticas)!

    Mas me lembre de te passar um texto sobre a NAO-descentralizacao do sujeito moderno, por Freud (ou da "descentralizacao que nao descentralizou tanto assim") quando nos virmos

    ResponderExcluir
  2. pois é, o texto de Freud é todo ambivalente: Derrida explora essas contradições de montão, especialmente no "Mal de Arquivo", quando mostra que o mesmo Freud que provoca fissuras irresistíveis acaba sempre se refugiando na posição de scholar positivista.

    ResponderExcluir

Deguste e devaneie...