Supondo que não dê para distinguir peixe de ave (ESCHER), nem tela de cachimbo (MAGRITTE), eu poderia afirmar que não é mais possível pensar criminologicamente com Bezerra da Silva, apesar das suas letras serem bastante críticas - e muito me apetecerem.
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Apesar da morte de Bezerra da Silva, sua voz ainda ecoa na crítica ao direito - que não pode ser nada mais que positivismo. Dependendo do vento é possível ouvir o seguinte: "a Verdade para o Garantismo: 'alguém tem que ser preso. Que não seja quem me paga!'"
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Juriká,
ResponderExcluirEcoará sempre...
E sem ser abusiva com “meus” garantismo.
Desejo-te uma...
Feliz- semana -natalina!...
(a)braços,flores girassóis:)
SIMPLIFICAÇÃO ABSURDA DA COMPLEXIDADE.
ResponderExcluirEm realidade, estás adotando assumindo o estereótipo atribuído ao garantismo, por pessoas que, creio, não pensam como tu.
ResponderExcluirNem todo direito é positivismo. O direito começa a ser pensado dessa forma a partir da Modernidade. Para os antigos, o direito é "prudentia" e, como tal, está ainda conectado com a vida e a experiência prática. O desvio de percurso começa com a metafísica do contrato social que posteriormente desemboca no positivismo como processo de transformação do direito (uma prática) em ciência.
ResponderExcluirMas acho que a crítica do Bezerra da Silva,irônica e sagaz, diz muito aos juristas, de fato.
ResponderExcluirLampejos, como Benjamin destaca preciosamente, as vozes emudecidas ecoam.
ResponderExcluirMaurício, gostei do desafio que propuseste. O que pensas sobre a complexidade jurídica?
Mayora, penso que o garantismo é um estereótipo. Estou gostando da história de moderar postagens... (heheheh)
Mox, os antigos que tu referes moravam numa Grécia colorida ou numa Grécia esclarecida, digo, branca?
Mayora, eu curti a proposta de debate. O que pensas sobre a complexidade jurídica?
ResponderExcluirFalando em contradição nos próprios termos, "complexidade" e "jurídico" não seria também contraditórios?
Mox, gostaria de saber tua opinião também.
Abs!!
O bezerra conversava com o ´bom juiz´, mas nao gostava daquele ´pessoal intelectual´. Acho que a critica do bezerra atinge mais o moralismo do que o direito, ou ainda, é por ser moralista (o direito) que a critica do bezerra atinge o direito. Podemos lembrar que ele era um profano que fazia uma música sincrética em um tempo onde o híbrido nao era bem vindo por aquele pessoal intelectual que gostava dos ismos mas nao gostava de samba. Se o bezerra tivesse como saber o que era o garantismo, acho que de fato ele ia rir bastante, sobretudo porque o garantismo nao vai proteger a coca ali na geladeira dele do nome tráfico, enquanto em outras... O outro lado da moeda é que enquanto esse "pessoal intelectual" (eu) critica o garantismo é o mesmo garantismo que `salva` os poucos bezerras que podem ser salvos. Que continuem nascendo bezerras nos sambas, funks e raves da contemporaneidade, pra rirem bastante dos defensores da boa musica, do bom direito e das boas relações. E moderar comentários é coisa de boiola.
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