terça-feira, 21 de abril de 2009

Algumas indicações, receitas, sugestões, opiniões são dadas apenas em tom de despedida. Inevitável. Acaso e ocaso. Encontro e desencontro. Força e fraqueza.
Nesse final de semana prolongado eu li "Uma História Enfadonha", do A. Tchekov. Assisti o filme brasileiro "O Cheiro do Ralo", por indicação do Zé. Escutei bastante o cd "Sim", da Vanessa da Mata.
Entre Lua, Sol e frio, in vino veritas.

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3 comentários:

  1. Não acho ela nada demais, mas teimo em preferir (na maioria das vezes claro)a voz feminina, quando bem colocada. Gostei deste cd, mais por este motivo. Curtiu o filme? O que mais me impressionou além da atuação dele foi que era visível que tinha muita coisa fora do lugar ali, confusa, caótica, suja, gritando existência. A priori, ele só sentia o cheiro do ralo. Mas, não sendo louco, ele sabia com certeza que o problema não era o ralo. O problema somos nós, achando que o fato dele dizer que o problema é o ralo significa que ele não via o resto, pois se estivesse vendo botaria tudo em ordem. Ingenuidade nossa, penitência nossa ou arrogância infinita?

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  2. Eu gostei do filme. Entendo o que tu falou. Sim, não sendo louco e sendo "louco", e, antes, sendo um ímpio racional ele sugava o cheiro do ralo. Tô pensando sobre o filme. Acho que é a caricatura de uma racionalidade neurótica. - Sim, essa última frase só pode ser um pensamento intencional(!) -. Ouvi personagem principal falando que o lixo tem a "função social" de "ocupar" os sujos. Não parace cômico? Enxerguei o violinista sacando e sentenciando; e ele aparece duas vezes no filme, sendo "apenas" uma lembrança/sonho(?) do Lourenço. O problema talvez sejamos nós. De qualquer forma, estamos sentenciados.
    Vamos falando... Valeu pela dica!

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  3. O interessante é que a menina queria "dar a bunda" de graça para ele, mas ele não queria de graça, queria comprá-la. Neurose bem contemporânea...

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Deguste e devaneie...