Algumas indicações, receitas, sugestões, opiniões são dadas apenas em tom de despedida. Inevitável. Acaso e ocaso. Encontro e desencontro. Força e fraqueza. Nesse final de semana prolongado eu li "Uma História Enfadonha", do A. Tchekov. Assisti o filme brasileiro "O Cheiro do Ralo", por indicação do Zé. Escutei bastante o cd "Sim", da Vanessa da Mata. Entre Lua, Sol e frio, in vino veritas.
Não acho ela nada demais, mas teimo em preferir (na maioria das vezes claro)a voz feminina, quando bem colocada. Gostei deste cd, mais por este motivo. Curtiu o filme? O que mais me impressionou além da atuação dele foi que era visível que tinha muita coisa fora do lugar ali, confusa, caótica, suja, gritando existência. A priori, ele só sentia o cheiro do ralo. Mas, não sendo louco, ele sabia com certeza que o problema não era o ralo. O problema somos nós, achando que o fato dele dizer que o problema é o ralo significa que ele não via o resto, pois se estivesse vendo botaria tudo em ordem. Ingenuidade nossa, penitência nossa ou arrogância infinita?
Eu gostei do filme. Entendo o que tu falou. Sim, não sendo louco e sendo "louco", e, antes, sendo um ímpio racional ele sugava o cheiro do ralo. Tô pensando sobre o filme. Acho que é a caricatura de uma racionalidade neurótica. - Sim, essa última frase só pode ser um pensamento intencional(!) -. Ouvi personagem principal falando que o lixo tem a "função social" de "ocupar" os sujos. Não parace cômico? Enxerguei o violinista sacando e sentenciando; e ele aparece duas vezes no filme, sendo "apenas" uma lembrança/sonho(?) do Lourenço. O problema talvez sejamos nós. De qualquer forma, estamos sentenciados. Vamos falando... Valeu pela dica!
Não acho ela nada demais, mas teimo em preferir (na maioria das vezes claro)a voz feminina, quando bem colocada. Gostei deste cd, mais por este motivo. Curtiu o filme? O que mais me impressionou além da atuação dele foi que era visível que tinha muita coisa fora do lugar ali, confusa, caótica, suja, gritando existência. A priori, ele só sentia o cheiro do ralo. Mas, não sendo louco, ele sabia com certeza que o problema não era o ralo. O problema somos nós, achando que o fato dele dizer que o problema é o ralo significa que ele não via o resto, pois se estivesse vendo botaria tudo em ordem. Ingenuidade nossa, penitência nossa ou arrogância infinita?
ResponderExcluirEu gostei do filme. Entendo o que tu falou. Sim, não sendo louco e sendo "louco", e, antes, sendo um ímpio racional ele sugava o cheiro do ralo. Tô pensando sobre o filme. Acho que é a caricatura de uma racionalidade neurótica. - Sim, essa última frase só pode ser um pensamento intencional(!) -. Ouvi personagem principal falando que o lixo tem a "função social" de "ocupar" os sujos. Não parace cômico? Enxerguei o violinista sacando e sentenciando; e ele aparece duas vezes no filme, sendo "apenas" uma lembrança/sonho(?) do Lourenço. O problema talvez sejamos nós. De qualquer forma, estamos sentenciados.
ResponderExcluirVamos falando... Valeu pela dica!
O interessante é que a menina queria "dar a bunda" de graça para ele, mas ele não queria de graça, queria comprá-la. Neurose bem contemporânea...
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